segunda-feira, 4 de outubro de 2010

TEMPO PARADO...

Uma luz pálida...

Sobre o leito


Coberta de saudade...


Como lua na noite escondida

Entre nuvens e lembranças...

Não consigo dormir


Desejo seus lábios
de poeta...

Seu ombro
amigo

Depois de tanto rolar...

Adormeci

Sonhei
com um belo anjo...

Que no silêncio
da noite

Me acolhia...

Na escuridão
da noite fria

Me aquecia...

Sorrindo

ACORDEI...

Fumei um cigarro
pavoroso
vaporoso

Solitária na noite...

Ouvi o grito
da minha pequena alma
vazia

Queria mesmo
era ouvir aquela serenata
Prometida ...

Resolvi então...

Beber o vinho da ilusão

Minha embriagues se dissipava...

No amanhecer

No novo dia...

Mas um dia

Sem você...


O sol chegou

Fechei as cortinas...

O vinho envenenado

Me fez delirar

Sonhei ...

Que a minha vida se tornará
Páginas de um livro inacabado...

Com frio e coberta
em lágrimas...

Atormentada ...
Sem você

Derrame sobre mim
a gota da vida

Eu volto a viver...

Ressuscite minha alegria


Meu prazer

Minha visão real...

Me abrace como mortal

Como anjo carnal...

E por ti volto a morrer

Não sobrevivo na solidão da terra...

Minha alma vazia

Em uma dor mortal...

Concentra forças

Declarara guerra...

Minha miseravel existência

Vivo no limite da loucura...

Sem sonhos...

Sem anjos...

Sem amor...

Desejo somente a morte


Reapareça
doce ilusão...




Carla Fabiane


5 comentários:

Sandra Botelho disse...

Belissimo poema...A solidão da cama, nos escraviza em saudade.
Bjos achocolatados

Marilu disse...

Querida amiga, sonhe, sonhe sempre, pois os sonhos tornam-se realidade. Beijocas

armalu disse...

Quantas vezes eu tenho sonhado como você , não sei. Mas já sonhei. Mas sei que o fiz.

Ricardo Miñana disse...

Hermosa tu poesia amiga Carla
siempre es un placer leer tus poemas,
que tengas una feliz semana.
un abrazo.

ferreiralopes disse...

Uma palavra mais, senhora.
Um abraço